As tarifas entre entidades que registram recebĂveis de cartões terĂŁo um limite a partir do dia 1Âş de junho. O Banco Central (BC) aprovou resolução nesta quinta-feira (8) que regulamenta os valores de operações entre registradoras de cartões.

Por meio dos recebĂveis, os comerciantes antecipam o recebimento de transações com cartões de crĂ©dito. A tarifa de interoperabilidade remunera as entidades registradoras, sendo cobrada quando o financiador participa de entidade registradora distinta da escolhida pelo credenciador (maquininha) para registrar os recebĂveis objetos de operação do estabelecimento comercial.
Os limites serão gradualmente reduzidos até 2029.
Em nota, o BC afirmou que a criação de um teto para as tarifas ajudará a reduzir abusos num mercado com pouca concorrĂŞncia. A medida, informou o ĂłrgĂŁo, pode baratear operações de crĂ©dito garantidas por recebĂveis de arranjo de pagamento.
“Considerando que as tarifas de interoperabilidade nĂŁo estĂŁo sujeitas Ă pressĂŁo concorrencial, a estipulação de limites tem como objetivo incentivar a eficiĂŞncia na prestação dos serviços de registro de recebĂveis de arranjos de pagamento e estimular a competição no mercado de crĂ©dito baseado nesses recebĂveis”, destacou o BC.
Procedimentos
As entidades registradoras que operam recebĂveis de arranjos de pagamento devem encaminhar ao BC relatĂłrio com proposta de novos limites para os valores de tarifas de interoperabilidade. Se nĂŁo quiserem sugerir os novos valores máximos, deverĂŁo enviar a nova estrutura de tarifação da interoperabilidade a vigorar apĂłs o inĂcio da vigĂŞncia.
“Espera-se com essa medida estabelecer um ambiente favorável Ă redução no custo incorrido pelos financiadores no registro dos contratos que utilizam esses ativos financeiros. Essa redução, num ambiente mais competitivo, tende a ser repassada aos estabelecimentos comerciais. Assim, tornarĂŁo as operações de crĂ©dito garantidas por recebĂveis de arranjos de pagamento menos onerosas”, destacou o BC em nota.
Segundo o BC, a imposição dos limites foi sugerida em duas consultas públicas sobre as normas de arranjos de pagamento, uma em 2024 e outra neste ano.




