A obra de arte soviƩtica que espionou nos EUA


Ele descreve a tecnologia da coisa em termos musicais – como compostos por tubos como tubos de órgĆ£os e uma membrana “como a pele de um tambor, que vibrarĆ” para a voz humana”. Mas foi compactado em um objeto minĆŗsculo que se parece com um pino de chapĆ©u-e com a vantagem de passar despercebida pela triagem de contra-surveilĆ¢ncia porque nĆ£o tinha “eletrĆ“nicos, bateria e nĆ£o fica quente”.

A engenharia de um instrumento desse tipo tambĆ©m foi meticulosamente precisa – “um cruzamento entre um relógio suƭƧo e um micrĆ“metros”. O historiador H Keith Melton afirmou que, em sua Ć©poca, a coisa “elevou a ciĆŖncia do monitoramento de Ć”udio a um nĆ­vel anteriormente considerado impossĆ­vel”.

John Little, especialista em surveilança, John Little construiu sua própria réplica da coisa-um documentÔrio sobre seu trabalho foi lançado este ano (Crédito: John Little)John Little
O especialista em contrabalança John Little construiu sua própria réplica da coisa-um documentÔrio sobre seu trabalho foi lançado este ano (Crédito: John Little)

Na casa de Spaso, a coisa só foi ativada quando um transceptor remoto, com sede em um prédio próximo, foi ligado. Isso enviou um sinal de alta frequência que refletia de volta todas as vibrações provenientes da antena do inseto. Foi somente quando um operador de rÔdio militar britânico que trabalha em Moscou em 1951 acidentalmente sintonizou o comprimento de onda exato usado pela coisa e ouviu conversas de uma sala distante, que foi detectada. No ano seguinte, os técnicos dos EUA varreram a residência embaixadora e-depois de não menos de três dias de pesquisa-perceberam que o grande selo esculpido à mão era um ouvido invisível, batendo nas discussões embaixadoras dos bastidores dos bastidores.

Arte como espionagem

Refletindo sobre o sucesso da coisa, um dos tĆ©cnicos russos que o operou, Vadim Goncanov, disse que “por um longo tempo, nosso paĆ­s foi capaz de obter informaƧƵes especĆ­ficas e muito importantes que nos deram certas vantagens … na Guerra Fria”. E atĆ© hoje, ninguĆ©m fora da inteligĆŖncia soviĆ©tica sabe quantas outras “coisas” podem ter sido usadas pela URSS para espionar o oeste na Ć©poca.



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