O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta quarta-feira (27) que o Governo Federal prepara o envio de dois projetos de lei para atuar na regulação econĂŽmica e na responsabilização das plataformas por crimes praticados em ambientes digitais. As propostas buscam definir regras claras, com foco na responsabilização, transparĂȘncia e regulação que evite a concorrĂȘncia desleal nos mercados digitais, concentrados em poucas empresas com poder majoritĂĄrio sobre a informação e a economia do setor.

âA regulação consiste em um projeto para tratar de impedir crimes e outro que trata de igualar, dar as mesmas condiçÔes de competição entre os diversos veĂculosâ, explicou.
Costa concedeu entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele lembrou que as discussÔes em torno das big techs, grandes empresas estrangeiras de tecnologias, não envolvem apenas a prevenção da pråtica criminosa nas plataformas digitais, mas também a regulação econÎmica.
âNĂŁo Ă© justo, Ă© uma competição desigual entre os veĂculos tradicionais, como TVs, rĂĄdios e outros veĂculos, com plataformas que arrecadam muito e nĂŁo contribuem com nada. NĂłs temos que ter isonomia no tratamento entre veĂculosâ, disse. âAlguns pagam tributos, contribuiçÔes, enquanto essas plataformas hoje nĂŁo pagam praticamente nada por esse faturamento que elas recebem. Ă, portanto, muito desigualâ.Â
O governo acredita ainda que a conduta das grandes empresas inviabiliza negĂłcios menores e encarece produtos para o consumidor final por meio de concorrĂȘncia desleal. Essas distorçÔes sĂŁo causadas por problemas como a falta de transparĂȘncia nos buscadores, cobranças de taxas abusivas a lojas de aplicativos de empresas menores, venda casada de serviços e direcionamento de meios de pagamento.
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Adultização
Sobre o projeto que busca combater a exploração de crianças e adolescentes no ambiente digital, que deve ser votado nesta semana no Senado, o ministro disse que não estå nos planos do governo fazer alteraçÔes significativas no que for definido no Parlamento.
âO texto do Congresso jĂĄ traz algum nĂvel de regulação. NĂŁo queremos competir nem modificar aquilo que o Congresso votar esta semana. Eventualmente, [poderemos] complementar e preencher vazios daquilo que nĂŁo for regulado nesse texto a ser votado e depois sancionado pelo presidenteâ, disse o ministro.
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