Espanha apreende cocaĆ­na a bordo de navio que fez escala no Brasil


Agentes da Polícia Nacional da Espanha apreenderam a cerca de 10 toneladas de cocaína escondidas a bordo de um navio que navegava em Ôguas internacionais, com destino à Europa, após fazer escala em portos brasileiros.

Segundo a Polícia Nacional espanhola, a ação contou com a colaboração da Polícia Federal (PF) brasileira; da Agência Antidrogas (DEA) dos Estados Unidos (EUA) e de autoridades da França e de Portugal, resultando na maior apreensão de drogas jÔ realizada pela Espanha em alto-mar.

A PF confirmou, em nota, a participação no que classificou como ā€œoperação internacional de combate ao trĆ”fico transnacional de drogasā€, levada a cabo entre os dias 6 e 7 de janeiro, próximo ao arquipĆ©lago das CanĆ”rias.

De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, 13 tripulantes do navio (cujo nome e procedência não foram informados) foram detidos pelos agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Nacional que interceptaram a embarcação.

A operação, batizada de MarĆ© Branca, foi resultado deĀ investigação coordenada pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Superior Nacional da Espanha, que apontou que o navio mercante estaria sendo usado por uma ā€œorganização multinacionalā€ para transportar ā€œenormes quantidadesā€ de cocaĆ­na da AmĆ©rica do Sul para a Europa.

As quase dez toneladas de cocaína apreendida estavam embaladas em 294 pacotes escondidos entre a carga de toneladas de sal que o navio transportava licitamente para a Europa. JÔ retido, o navio ficou sem combustível e, após quase 12 horas parado, teve que ser rebocado até o arquipélago canÔrio por embarcações da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (Sasemar) da Espanha.

Para a PF, o resultado da operação evidenciou a importĆ¢ncia das forƧas de seguranƧa internacionais atuarem de forma integrada no enfrentamento Ć s organizaƧƵes criminosas transnacionais. ā€œOs procedimentos legais serĆ£o conduzidos na Espanha, enquanto a PolĆ­cia Federal brasileira acompanha as investigaƧƵes, mantendo o intercĆ¢mbio de informaƧƵes e o apoio Ć s aƧƵes de repressĆ£o ao crime organizado transnacionalā€, informou a corporação.



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