NĂŁo sei que inventou esse desafio maluco, mas a ideia Ă© colocar alguĂ©m em uma tigela de gelo esculpida e ver se consegue sair. Confira! A tigela tem o formato do interior de uma esfera, entĂŁo quanto mais alto vocĂŞ sobe nas laterais, mais Ăngreme ela fica. Se vocĂŞ acha que uma calçada gelada Ă© escorregadia, tente subir uma colina em uma calçada gelada.
O que vocĂŞ faz quando se depara com um problema como esse? VocĂŞ constrĂłi um modelo fĂsico, Ă© claro. Começaremos modelando como as pessoas andam em terreno plano e depois aplicaremos isso a uma ladeira escorregadia. Na verdade, existem trĂŞs planos de fuga possĂveis, e usei esse modelo para gerar animações para que vocĂŞ possa ver como elas funcionam. EntĂŁo, as primeiras coisas primeiro:
Como as pessoas andam?
Quando você vai da porta da frente até a caixa de correio, provavelmente não pensa na mecânica envolvida. Você resolveu esse problema quando era criança, certo? Mas é isto que os cientistas fazem: fazemos perguntas sobre as quais ninguém parou para pensar.
Falando nisso, vocĂŞ já se perguntou porque o gelo Ă© escorregadio? Acredite ou nĂŁo, nĂŁo sabemos. A razĂŁo direta Ă© que ele possui uma camada fina e aquosa na superfĂcie. Mas por que? Essa pelĂcula lĂquida existe mesmo abaixo do ponto de congelamento. FĂsicos e quĂmicos tĂŞm discutido sobre isso há sĂ©culos.
De qualquer forma, para começar a andar é preciso que haja uma força na direção do movimento. Isso ocorre porque a mudança de movimento é um tipo de aceleração, e a segunda lei de Newton diz que a força resultante sobre um objeto é igual ao produto de sua massa e sua aceleração (F = ligado). Se houver uma aceleração, deve haver uma força resultante.
Então, qual é essa força que o impulsiona para frente? Bem, quando você dá um passo e empurra com o pé de trás, seus músculos aplicam uma força para trás na Terra. E a terceira lei de Newton diz que toda ação tem uma reação igual e oposta. Isso significa que a Terra exerce um avançar-apontando a força de volta para você, o que chamamos de força de atrito.
A magnitude desta força de atrito depende de duas coisas: (1) Os materiais especĂficos em contato, que sĂŁo capturados em um coeficiente (eu) — um nĂşmero geralmente entre 0 e 1, com valores mais baixos sendo mais escorregadios e menos aderentes. E (2) com que força essas superfĂcies sĂŁo comprimidas, o que chamamos de força normal (N).
A força normal Ă© um conceito meio estranho para iniciantes em fĂsica, entĂŁo deixe-me explicar. Normal significa perpendicular Ă superfĂcie de contato. É uma força que empurra para cima que evita que vocĂŞ mergulhe no chĂŁo sob a força da gravidade. Se vocĂŞ estiver em um terreno plano, essas duas forças serĂŁo iguais e opostas, anulando-se mutuamente, de modo que nĂŁo há aceleração vertical.
Uma última observação: existem dois tipos diferentes de coeficientes de atrito. Uma delas é quando você tem dois objetos estacionários, como uma caneca de cerveja em um bar, e deseja saber com que força consegue empurrar antes de fazê-lo se mover. Esse limite é determinado pelo estático coeficiente de atrito (eué).
Então, quando o barman desliza sua caneca pela barra, a resistência ao atrito – que determina até onde ela vai – é determinada pela cinético coeficiente de atrito (euk). Geralmente é menor, porque é mais fácil manter algo em movimento do que iniciá-lo.
Então agora podemos quantificar a estática (Ffs) e cinético (Ffoda-se) forças de atrito:




