As companhias aéreas terão acesso mais fÔcil aos financiamentos com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). O Conselho MonetÔrio Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) a flexibilização do acesso às linhas especiais de crédito do fundo.

Entre as principais alterações estÔ a ampliação de 10% para até 30% do limite para financiar motores, peças, componentes e ações de capacitação e treinamento de tripulações vinculadas à compra de aeronaves novas de fabricação nacional. Segundo o governo, a medida busca assegurar que os aviões adquiridos entrem efetivamente em operação.
Garantias
O CMN também autorizou o uso de recursos do FNAC para contratação de garantias contratuais diretamente relacionadas à operação de crédito, como o seguro-garantia. A falta de opções de garantias vinha sendo apontada pelas empresas como um dos principais entraves para acessar as linhas de financiamento.
De acordo com o Ministério da Fazenda, que integra o CMN, a mudança não transfere risco de crédito ao fundo e alinha a regulamentação às prÔticas de mercado.
āAs alteraƧƵes aprovadas pelo CMN tĆŖm como objetivo tornar as linhas de crĆ©dito mais aderentes Ć realidade operacional das empresas aĆ©reas, sem ampliar subsĆdios ou alterar as condiƧƵes financeiras dos financiamentosā, informou a pasta em nota.
Metas regionais e dividendos
A resolução tambĆ©m flexibiliza as contrapartidas exigidas das companhias. O prazo de cumprimento das metas de ampliação de voos na AmazĆ“nia Legal e no Nordeste foi ampliado para 24 meses. O CMN tambĆ©m reduziu o percentual mĆnimo de incremento e ajustou as regras de manutenção.
AlĆ©m disso, as restriƧƵes Ć distribuição de dividendos e ao pagamento de bĆ“nus Ć alta administração das companhias passam a valer apenas para linhas especĆficas de crĆ©dito, como as destinadas ao CombustĆvel SustentĆ”vel de Aviação (SAF) e Ć infraestrutura logĆstica. As demais modalidades de financiamento deixam de ter essa limitação.
As novas regras entram em vigor na data de publicação da resolução.




