Dino pede vista e STF suspende julgamento sobre royalties do petrĂ³leo


O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira (7) o julgamento definitivo da lei que definiu regras de distribuiĂ§Ă£o dos royalties do petrĂ³leo entre estados e municĂ­pios.

ApĂ³s 13 anos, a Corte voltou a analisar o caso, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro FlĂ¡vio Dino. NĂ£o hĂ¡ data para retomada do julgamento.

AtĂ© o momento, a ministra CĂ¡rmen LĂºcia, relatora de cinco ações que tratam da questĂ£o, proferiu o Ăºnico voto sobre a questĂ£o.

A ministra votou pela inconstitucionalidade da Lei 12.734/2012, conhecida como Lei dos Royalties. Entre as principais mudanças, a lei reduziu a participaĂ§Ă£o da UniĂ£o nos royalties de 30% para 20% e criou um fundo para repassar parte dos recursos para estados que nĂ£o produzem petrĂ³leo.

Em março de 2013, a ministra suspendeu liminarmente a lei ao atender ao pedido liminar feito pelo estado do Rio de Janeiro, um dos maiores produtores do país.

Voto

Ao se manifestar pela inconstitucionalidade da lei, CĂ¡rmen LĂºcia ressaltou que a ConstituiĂ§Ă£o garantiu que o monopĂ³lio da exploraĂ§Ă£o de petrĂ³leo pertence Ă  UniĂ£o (governo federal), e os estados e municĂ­pios devem receber compensaĂ§Ă£o financeira (royalties) pela exploraĂ§Ă£o.

Contudo, a ministra pontuou que nĂ£o hĂ¡ obrigaĂ§Ă£o constitucional para distribuiĂ§Ă£o igualitĂ¡ria dos royalties com estados nĂ£o produtores.

“Se hĂ¡ equĂ­vocos [na distribuiĂ§Ă£o] haverĂ¡ de ser devidamente corrigido. Esta correĂ§Ă£o nĂ£o passa por uma legislaĂ§Ă£o, que, na minha compreensĂ£o, nĂ£o atende Ă s finalidades, principalmente de um figurino constitucional de federalismo cooperativo”, afirmou.

Ao entrar com a aĂ§Ă£o no Supremo, o estado do Rio de Janeiro alegou que a Lei dos Royalties afrontava vĂ¡rias regras da ConstituiĂ§Ă£o, por interferir em receitas comprometidas, contratos assinados, alĂ©m da responsabilidade fiscal. 

O estado alegou perdas imediatas de mais de R$ 1,6 bilhĂ£o imediatos e R$ 27 bilhões atĂ© 2020. 



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