Beatriz Arcoverde, da EBC, vence categoria do PrĂªmio Mulheres Raras


A força da Empresa Brasil de ComunicaĂ§Ă£o (EBC) e do jornalismo pĂºblico comprometido com a inclusĂ£o e a representatividade ganhou destaque nacional na noite do PrĂªmio Mulheres Raras 2026. Realizada pelo Instituto Vidas Raras, a cerimĂ´nia consagrou a editora Beatriz Arcoverde, da RadioagĂªncia Nacional, como Aliada dos Raros. 

AlĂ©m disso, duas outras profissionais do veĂ­culo, PatrĂ­cia SerrĂ£o e RaĂ­ssa Saraiva, estavam entre as trĂªs melhores jornalistas da premiaĂ§Ă£o, consolidando a RadioagĂªncia como referĂªncia na cobertura das doenças raras no Brasil.

Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros, destinada a pessoas que nĂ£o tem uma doença rara, mas que dedicam sua vida a apoiar a causa. Editora do podcast VideBula, ela foi reconhecida pelo trabalho de dar visibilidade Ă s dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiĂªncia (PcDs) e doenças raras.

“O PrĂªmio Mulheres Raras Ă© o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs. Essas pessoas nĂ£o sĂ£o a doença. Elas sĂ£o muito mais: sĂ£o pessoas que desenvolvem um trabalho, que tĂªm a sua vida e tambĂ©m convivem com a doença rara. Isso Ă© importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que Ă© tĂ£o importante e, Ă s vezes, muito solitĂ¡ria”, diz. 

Finalistas 

PatrĂ­cia SerrĂ£o e RaĂ­ssa Saraiva, apresentadoras e produtoras do Podcast VideBula estavam entre as trĂªs finalistas na categoria Jornalistas Raras. A categoria celebra profissionais que, alĂ©m de cobrir a causa, vivem na pele os desafios do diagnĂ³stico, do tratamento e da luta diĂ¡ria por inclusĂ£o, transformando a prĂ³pria experiĂªncia em ferramenta de jornalismo e mobilizaĂ§Ă£o social.

Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a importĂ¢ncia da premiaĂ§Ă£o:

“A importĂ¢ncia do prĂªmio vai muito alĂ©m de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras, mostra histĂ³rias reais de superaĂ§Ă£o, de combate Ă  invisibilidade, de combate ao preconceito. Essas mulheres nĂ£o tinham como e nem para onde ir. EntĂ£o elas criaram as prĂ³prias estradas, fizeram os prĂ³prios sapatos e construĂ­ram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrĂ¡s delas, essas pessoas tivessem onde reclinar a cabeça, sentindo-se seguras”, explica. 

A cerimĂ´nia do PrĂªmio Mulheres Raras 2026 celebrou 15 vencedoras e 5 homenageadas. Entre as laureadas estavam ativistas, cuidadoras, mĂ©dicas, pesquisadoras e artistas que ressignificaram ter uma doença rara. 

 





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