
O secretário-geral da ONU acolhe com satisfação o anĂşncio de um cessar-fogo apĂłs a quarta reuniĂŁo trilateral de alto nĂvel entre representantes israelenses e libaneses, realizada nos dias 2 e 3 de junho, em Washington.
AntĂłnio Guterres reafirmou o apoio da ONU a todos os esforços para acabar com a violĂŞncia e aliviar o sofrimento das comunidades de ambos os lados da chamada Linha Azul.Â
Controle exclusivo das armas
Em nota, ele instou a todos os atores a respeitar plenamente o cessar-fogo e a acabar com quaisquer ataques adicionais cumprindo suas obrigações sob o direito internacional, incluindo o direito humanitário internacional, em todos os momentos.Â
Guterres disse que Hezbollah e outros atores nĂŁo-estatais precisam de cumprir as decisões do Governo do LĂbano de estender sua autoridade por todo o territĂłrio e avançar no controle exclusivo das armas pelo Estado. Ele tambĂ©m pede a Israel que se retire completamente ao norte da Linha Azul, em pleno respeito Ă soberania e Ă integridade territorial do LĂbano.
Um peacekeeper monitora a área da Colina Verde em Naqoura, LĂbano.
A nota foi divulgada horas apĂłs um incidente no sul do paĂs que matou um boina-azul da ONU quando projĂ©teis de morteiro atingiram sua posição perto de Marjayoun. Outros dois militares ficaram feridos e recebem tratamento na unidade mĂ©dica da Força Interina das Nações Unidas no LĂbano, Unifil.Â
Em nota separada, Guterres condenou a morte do militar que era do batalhĂŁo da SĂ©rvia. Ele expressou condolĂŞncias Ă famĂlia do boina-azul, ao governo e ao povo sĂ©rvios.
Desde o inĂcio das missões de paz no paĂs, em março, sete boinas-azuis já perderam a vida.O soldado chegou a ser transferido para um hospital em Beirute, capital do paĂs, mas nĂŁo resistiu. A Unifil abriu investigação para apurar as circunstâncias do incidente e alertou que a violĂŞncia está deteriorando a vida dos cidadĂŁos no sul do paĂs.
TrĂŞs meses de conflito no LĂbano
Segundo o EscritĂłrio das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Enucah), mais de 3 mil mortos e 10 mil feridos foram registrados em trĂŞs meses de confrontos.Â
Até junho, cerca de 134 mil pessoas haviam sido deslocadas de suas casas e buscavam abrigo em centros coletivos.
Ataques aĂ©reos contra serviços de saĂşde tambĂ©m vĂŞm sendo registrados desde o inĂcio do conflito, resultando em 128 mortes e 332 feridos entre profissionais da área.




