O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, decidiu criar um grupo de trabalho para revisar todos os penduricalhos pagos aos magistrados do paĂs.

Penduricalho Ă© o nome pelo qual ficou conhecido o pagamento de variados tipos de verbas indenizatĂłrias, criadas pelos tribunais sob diferentes justificativas, mas sem previsĂŁo expressa em lei. Â
De acordo com o plano de trabalho assinado por Fachin na noite de sexta-feira (5), o grupo vai “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”.
O grupo terá 180 dias para apresentar um relatĂłrio completo sobre a situação atual dos penduricalhos e apresentar uma minuta de projeto de lei para regulamentar o pagamento das verbas indenizatĂłrias a juĂzas e juĂzes.
A iniciativa de Fachin ocorre depois de o CNJ ter aprovado, no fim de maio, a criação de um contracheque único para os magistrados. Isso significa que os tribunais ficam proibidos de abrir folhas de pagamentos extras para os pagamentos de verbas, além das folhas regulares por meio das quais são pagos os vencimentos normais.
A nova norma tambĂ©m obriga os tribunais a unificaram a nomenclatura das verbas indenizatĂłrias legais que sĂŁo pagas aos magistrados. A medida foi tomada apĂłs o CNJ tentar e nĂŁo conseguir descobrir quantos nomes diferentes eram utilizados por todo o paĂs, tamanha a diversidade da natureza dos pagamentos.
A discussão sobre os penduricalhos dos magistrados, que acarretam pagamentos muito acima do teto do funcionalismo público, tomou impulso em março, quando o Supremo referendou uma liminar do ministro Flávio Dino e suspendeu de imediato o pagamento de diversas verbas não previstas em lei.
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