O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (10) o julgamento dos recursos apresentados pelas plataformas que operam as redes sociais contra a decisĂ£o da Corte que reconheceu a responsabilidade das big techs pelas postagens ilegais feitas por seus usuĂ¡rios.

A sessĂ£o de hoje foi dedicada Ă primeira parte do voto do ministro Dias Toffoli, relator de um dos processos julgados.
A manifestaĂ§Ă£o de Toffoli deverĂ¡ ser finalizada na sessĂ£o desta quinta-feira (11). Em seguida, os demais ministros vĂ£o proferir seus votos.
Um dos pontos discutidos durante a sessĂ£o de hoje foi a regra que obriga provedores de conteĂºdo de internet a manterem sede e representante legal no paĂs.
Toffoli questionou a necessidade de manter a obrigaĂ§Ă£o para provedores que nĂ£o realizam atividade econĂ´mica, como o WikipĂ©dia. O ministro disse que estĂ¡ aberto ao debate da questĂ£o.Â
“A ponderaĂ§Ă£o Ă© necessĂ¡ria. A Wikipedia tem que ter uma sede, nĂ£o tem que ter? Aquilo que hoje nĂ£o tem uma exploraĂ§Ă£o econĂ´mica, amanhĂ£ passa a ter”, afirmou.
Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes disse que crimes pela internet tambĂ©m sĂ£o praticados em sites sem fins lucrativos. Segundo o ministro, se a empresa nĂ£o tiver sede no paĂs, a Justiça nĂ£o poderĂ¡ controlar eventuais atos ilĂcitos.
“A realidade das big techs, das redes sociais, nĂ³s verificamos que nĂ£o sĂ£o sĂ³ questões econĂ´micas que vĂªm transbordando, Ă© principalmente uma questĂ£o ideolĂ³gica de dominaĂ§Ă£o polĂtica, influĂªncia em eleições em outros paĂses”, afirmou Moraes.
O plenĂ¡rio vai julgar recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisĂ£o da Corte. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e pelo Google.Â
Os recursos das plataformas pedem um prazo para implantaĂ§Ă£o das regras definidas durante o julgamento ou que seja garantida aplicaĂ§Ă£o das regras somente apĂ³s o trĂ¢nsito em julgado da decisĂ£o do plenĂ¡rio.Â




