Entidades pedem mais agilidade e transparĂȘncia no Minha Casa, Minha Vida Rural – NotĂ­cias


08/07/2026 – 17:11  

Kayo MagalhĂŁes / CĂąmara dos deputados

Deputado Hildo Rocha (C), que presidiu a audiĂȘncia

Representantes de entidades de habitação do Norte e do Nordeste cobraram do governo agilidade e mais amplitude do programa Minha Casa, Minha Vida Rural para atender indĂ­genas e quilombolas. O pedido foi feito durante audiĂȘncia pĂșblica nesta quarta-feira (8) na ComissĂŁo de Desenvolvimento Urbano da CĂąmara, que discutiu critĂ©rios de seleção de entidades responsĂĄveis pela execução do programa habitacional.

A secretĂĄria nacional da Federação das Entidades de Habitação do Norte e Nordeste (Fenor), Edileuza Diniz, afirmou que falta transparĂȘncia na hierarquização dos beneficiados pelo programa e nĂŁo foram apresentados motivos para quem ficou de fora.

Segundo ela, hĂĄ disparidade entre as metas atingidas por estados e o nĂșmero de selecionados. TambĂ©m falta, segundo ela, apresentação pĂșblica da justificativa de remanejamento.

Bruno Spada / CĂąmara dos Deputados

Edileuza Diniz pediu mais transparĂȘncia ao Minha Casa, Minha Vida Rural

Governo
O representante do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, afirmou que mais de 1.200 propostas foram recebidas, que contemplaram 900 municípios, de 2023 a 2026. Segundo o representante do governo, as regras do Minha Casa, Minha Vida Rural foram formuladas ao longo de debates, com etapas de recurso e checagem pela Caixa EconÎmica e revisão de todas as documentaçÔes.

“Temos a oportunidade de um amplo debate democrĂĄtico, de dizer ‘olha, nĂŁo concordo que o resultado tenha sido assim, que o remanejamento tenha acontecido dessa forma’, e a gente estĂĄ aberto para fazer esse amplo debate, jå  pensando em uma prĂłxima sistemĂĄtica”, disse Rabelo.

Quilombos
A quilombola maranhense Dinha Pinheiro, de Alcùntara, pediu mais recursos do orçamento federal deste ano para que o programa atenda àquela comunidade.

“NĂłs nĂŁo podemos aceitar instituiçÔes que entrem em nossos quilombos para fazer 10 construçÔes, onde nossas associaçÔes estĂŁo chorando e gritando para pagar suas dĂ­vidas”, disse.

Kayo MagalhĂŁes / CĂąmara dos deputados

Augusto Rabelo: programa contemplou 900 municĂ­pios, entre 2023 a 2026

Recursos
Em resposta a essa demanda, o secretårio do Programa de Aceleração do Crescimento, Marcio Valle, afirmou que quase a totalidade dos recursos estå voltada para o programa.

Segundo ele, o Ministério das Cidades recebeu originalmente R$ 11,8 bilhÔes, dos quais R$ 9 bilhÔes estão empenhados para o Minha Casa, Minha Vida.

Jå o gerente de Clientes e Negócios de Habitação de Interesse Social da Caixa EconÎmica, Francisco Cardeal, dise que houve 7.430 solicitaçÔes de entidades para a modalidade rural do Minha Casa, Minha Vida, das quais 5.950 foram habilitadas e 1.480 não foram.

“Essas entidades tiveram um tempo significativo para apresentar documentos, para questionar as pontuaçÔes, para questionar a documentação nĂŁo aceita, para substituir e complementar documentos”, observou.

A audiĂȘncia atendeu ao pedido do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Segundo o parlamentar, Ă© importante que fiquem claros os critĂ©rios adotados na seleção das entidades responsĂĄveis pela construção das unidades habitacionais e os mecanismos de transparĂȘncia utilizados no processo seletivo.

Reportagem – Luis Cláudio Canuto
Edição – Roberto Seabra



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