Os Estados Unidos responderam, nesta segunda-feira (10), à manifestação do Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre as tarifas extras impostas por eles a produtos brasileiros. 

Na resposta, o paĆs norte-americano se disse pronto para conversar e atender ao pedido de consultas feito pelo governo brasileiro.
āOs Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil para participar das consultas. Estamos prontos para dialogar com as autoridades da sua missĆ£o em uma data mutuamente conveniente para consultasā, respondeu o governo norte-americano.
O Brasil apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenÔrio, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.
O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvĆ©rsias da OMC. Nessa fase, os paĆses buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.
O Brasil se manifestou junto Ć OMC no dia 27 de julho e argumentou que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sĆ£o āinconsistentesā com as regras definidas pela entidade.
āAs medidas em questĆ£o [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigaƧƵes dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e ComĆ©rcio 1994ā, afirmou o Brasil.
O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.
O Brasil tambĆ©m afirma que Ć© preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros paĆses da Organização Mundial do ComĆ©rcio.
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Autoridades do governo chinês também se manifestaram no mesmo pedido de consultas feito pelo Brasil e pediram autorização para participar das consultas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.
āChina tem um interesse comercial substancial nessas consultasā, disse o documento. A China afirma que os EUA tambĆ©m impuseram ācertas medidasā a produtos originados no paĆs.
āEssas medidas afetam todas as exportaƧƵes da China aos Estados Unidos, sujeitas a isenƧƵes especĆficas, e em particular as condiƧƵes de competição para esses produtos originados na China e vendidos ao mercado estadunidense, como resultado de tarifas adicionais impostas. A China, portanto, solicita respeitosamente que seja permitida sua participação nas consultas nesta disputaā, acrescentou.
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