
O presidente da RepĂșblica, Luiz InĂĄcio Lula da Silva, sancionou sem vetos a Lei Complementar 235/26, com regras para mitigar no Brasil os recentes impactos econĂŽmicos no mercado internacional de energia, decorrentes do conflito entre Estados Unidos e IrĂŁ.
O texto, publicado no DiĂĄrio Oficial da UniĂŁo desta sexta-feira (28), reduz alĂquotas de tributos federais sobre importação, produção e comercialização de Ăłleo diesel rodoviĂĄrio, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.
A perda de arrecadação serå compensada por receitas extraordinårias da União.
Segundo o Poder Executivo, com o conflito entre Estados Unidos, Israel e IrĂŁ, somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal com petrĂłleo e gĂĄs natural chegou a R$ 28 bilhĂ”es, contra R$ 9 bilhĂ”es no mesmo perĂodo do ano passado.
BiocombustĂveis e fertilizantes
A lei é oriunda da versão da relatora na Cùmara, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), para o Projeto de Lei Complementar 114/26, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O Senado aprovou o texto após um ajuste na redação.
Por recomendação da deputada, os benefĂcios para combustĂveis fĂłsseis deverĂŁo preservar a competitividade dos biocombustĂveis. Assim, o governo concederĂĄ subvenção de R$ 1,2 bilhĂŁo aos produtores e cooperativas de etanol hidratado.
A norma também beneficia produtores rurais com a suspensão do pagamento de tributos. Além disso, autoriza a União a conceder até R$ 5 bilhÔes em créditos para projetos de produção de fertilizantes e bioinsumos entre 2027 e 2031.
Outros pontos
A proposta tambĂ©m estipula regras para a destinação de recursos a hospitais inteligentes de alta complexidade e concede benefĂcio fiscal para a Fifa durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que serĂĄ sediada no Brasil.
Por fim, o texto traz também incentivos para o setor de minerais raros e estratégicos.
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