O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) um calendário de deliberação e votação em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo Alcolumbre, a decisĂŁo cumpre acordos polĂticos que havia pactuado com diversos senadores. Ele assegurou que vai cumprir o exato rito regimental exigido para a votação da PEC, que inclui cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno da matĂ©ria. 

Na prática, portanto, serão cinco dias debates ao longo desta e da próxima semana, até que a matéria seja votada possivelmente no dia 15 de outubro.
“O meu desejo Ă© cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada, cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussĂŁo. A partir daĂ, organizar novamente uma pauta para semana que vem termos sessões terça, quarta e quinta e, se caso todos nĂłs pudermos concluir as cinco sessões de debate na semana que vem, do ponto de vista regimental, colocar pra sua deliberação em primeiro turno. E aĂ, neste momento adequado, cada senador e senadora desta legislatura terá o livre arbĂtrio de votar com o seu coração, com a sua consciĂŞncia e com sua convicção, se acha razoável diminuirmos a escala de trabalho de quase 40 milhões de brasileiros que vivem na escala 6×1 há dĂ©cadas”, disse Alcolumbre em entrevista a jornalistas ao chegar ao Senado.
Após a votação em primeiro turno, segundo Alcolumbre, serão necessárias novas três sessões de deliberação antes da votação em segundo turno.
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e seguiu para o Senado. Em seguida, a base do governo na Casa tentou pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado. Apenas em agosto encaminhou Ă ComissĂŁo de Constituição e Justiça (CCJ). No inĂcio de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6×1, mas Alcolumbre nĂŁo levou o tema ao plenário. E afirmou que a votação aconteceria apĂłs as eleições. Sobre isso, o presidente do Senado explicou ter decidido aguardar o fim do 1Âş turno das eleições, em que muitos senadores concorreram a diferentes cargos eletivos, para nĂŁo criar embaraço aos colegas durante o pleito.
“Agora, passada as eleições, que foram as demandas dos meus colegas senadores, e eu nĂŁo ouvi sobre demanda de presidente da RepĂşblica, que cada um tem sua opiniĂŁo formada sobre o processo eleitoral. Eu ouvi sobre senadores e senadoras, os que estavam diante de um pleito eleitoral e estavam preocupados com que isso ser usado eleitoralmente. E eu concordei tanto que adiei”, afirmou.
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Para ser aprovada, a PEC precisa contar com o mĂnimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
Ă€ imprensa, Alcolumbre demonstrou ser pessoalmente favorável Ă PEC. “Nesse dia, eu sei como eu vou votar. E cada um precisa estar preparado, para neste dia, no dia adequado, do ponto de vista regimental, poder escolher com seu coração, com a sua consciĂŞncia e a sua histĂłria, se vai votar a favor pelo fim da escala 6×1 ou se vai votar contra. A isso nĂŁo me cabe. O que me cabe colocar na pauta, meu compromisso foi feito, foi assumido, está na pauta e será deliberado”, garantiu.
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