A carreira de escritor de Galsworthy abrangeu as três primeiras décadas do século XX e, em 1932, ganhou o prémio literário mais prestigiado de todos, o Prémio Nobel “pela sua distinta arte de narração, que assume a sua forma mais elevada na Saga Forsyte”, afirmaram os jurados.
Gill Durey, professor associado honorário da Universidade Edith Cowan, na Austrália Ocidental, e autor de um livro sobre Galsworthy, diz que foi um merecedor do prêmio. “Ele é um escritor realista, escrevendo sobre questões consideradas modernas em sua época”, diz ela. “Os romances são muito legíveis, os personagens bem desenhados e distintos. O foco está nos relacionamentos e nas dificuldades encontradas na vida. Os personagens principais são os ricos Forsytes, mas as lutas das pessoas comuns também aparecem.”
AlamyDurey ressalta que escritores de uma tradição literária diferente não avaliaram Galsworthy e criticaram seu trabalho. “Os modernistas – Virginia Woolf, Rebecca West, DH Lawrence, James Joyce – ficaram furiosos com o Prémio Nobel de Galsworthy e tentaram denegri-lo”, diz ela. No entanto, a Saga Forsyte provou ser uma história excepcionalmente duradoura, que ainda é pertinente hoje.
A Era Dourada Britânica
O primeiro romance de Forsyte, publicado em 1906, chama-se The Man of Property. Trata-se de Soames Forsyte, um rico advogado de Londres. Ele e sua linda mas emocionalmente distante esposa, Irene, estão no centro da história, que apresenta quatro gerações da família.





