Beija-Flor exalta carnavalesco Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o LaĆ­la


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A Beija-Flor de Nilópolis levarÔ em 2025 para a avenida uma homenagem a um dos ícones do Carnaval e figura importante de sua história.

ā€œLaĆ­la de todos os santos, LaĆ­la de todos os Sambasā€ Ć© o enredo exaltação ao lendĆ”rio diretor de Carnaval, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, ou simplesmente LaĆ­la, que por mais de cinco dĆ©cadas construiu um legado e se transformou num dos grandes nomes dos desfiles das escolas de samba.

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Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - Barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, zona portuÔria. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - Barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, zona portuÔria. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

SĆ©rie Carnaval – Beija-Flor de Nilópolis, por TĆ¢nia RĆŖgo/AgĆŖncia Brasil

Nascido e criado no Morro do Salgueiro, na Tijuca, zona norte do Rio, Laíla estreou na escola da Baixada Fluminense em 1976, como diretor de Carnaval e de Harmonia. JÔ era uma figura ilustre e logo de cara garantiu à Beija-Flor três títulos seguidos. Entre idas e vindas para outras escolas, inclusive de São Paulo, Belém e Porto Alegre, foram cerca de 30 anos só na Beija Flor.

Para o carnavalesco João Vitor Araújo, que farÔ seu segundo carnaval na agremiação, Laíla é um dos pilares da azul e branco.

“EntĆ£o contar um pouco da história desse cara, o talento musical sem igual que o LaĆ­la tinha. E falar sobre os carnavais que ele fez em outras escolas tambĆ©m, o legado que ele deixou em outras escolas e a chegada dele na Beija Flor de Nilópolis, que revolucionou a história, tudo isso transformado pelas mĆ£os e pelo conhecimento do LaĆ­la”.

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O enredo conta tambƩm sobre a religiosidade de Laƭla, conhecido por ser um homem de fƩ. Defensor da liberdade religiosa e das crenƧas de matriz africana, levava consigo a forƧa dos orixƔs.

“E um cara que ficou muito conhecido pela sua superstição, pela sua fĆ©, pela devoção aos orixĆ”s, nĆ©? Tanto que a marca registrada do LaĆ­la eram aquelas guias enormes, vĆ”rias guias no pescoƧo e de tantos rituais, louvando a Exu, louvando aos orixĆ”s, ali na entrada da MarquĆŖs de SapucaĆ­, antes da Beija Flor de Nilópolis desfilar. Filho de XangĆ“ com IansĆ£, que acreditava em deus e acreditava em todas as crenƧas. Ele dizia que o que fosse bom ele estava louvando e estava cultuando”.Ā 


Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - João Vitor Araújo, carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, no barracão da escola, na Cidade do Samba, zona portuÔria. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 - João Vitor Araújo, carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, no barracão da escola, na Cidade do Samba, zona portuÔria. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 07/02/2025 – JoĆ£o Vitor AraĆŗjo, carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, no barracĆ£o da escola, na Cidade do Samba, zona portuĆ”ria. Foto: TĆ¢nia RĆŖgo/AgĆŖncia Brasil – TĆ¢nia RĆŖgo/AgĆŖncia Brasil

Segundo o carnavalesco, foi do presidente da Beija-Flor, Almir Reis, a ideia da homenagem a Laíla, que morreu de Covid, aos 78 anos, em junho de 2021. O enredo foi decidido logo após o oitavo lugar no último Carnaval.

Em 2025, a escola serÔ a segunda a entrar no Sambódromo, na segunda-feira, dia 3 de março.

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*Com supervisão de Tâmara Freire




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