BRICS debate como regulamentar uso da InteligĂȘncia Artificial – NotĂ­cias


29/05/2025 – 18:15  

Vinicius Loures / CĂąmara dos Deputados

Luisa Canziani: “Queremos que a legislação acompanhe os desafios regulatĂłrios”

No contexto dos paĂ­ses do BRICS, bloco que reĂșne mais de 40% da população mundial, a cooperação tecnolĂłgica pode impulsionar o desenvolvimento de soluçÔes inovadoras para melhorar as condiçÔes de vida da população em ĂĄreas como saĂșde, educação, trabalho, indĂșstria, comĂ©rcio e agricultura.

Com investimentos estratĂ©gicos em pesquisa e infraestrutura digital, os paĂ­ses do bloco tĂȘm potencial para democratizar o acesso Ă  inteligĂȘncia artificial e promover aplicaçÔes que reduzam desigualdades, como explica a pesquisadora de direito e tecnologia Paula Guedes.

“Olhando as particularidades desses paĂ­ses, os principais desafios sĂŁo histĂłricos: promover a inclusĂŁo das pessoas, combater a desigualdade social e tentar que a tecnologia nĂŁo acabe violando direitos fundamentais e reforçando diversas discriminaçÔes”, disse.

PaĂ­ses como China, RĂșssia, Índia e África do Sul jĂĄ avançaram em legislação sobre o tema. No Brasil, o Congresso Nacional discute um projeto que busca garantir a segurança jurĂ­dica e Ă©tica no uso do sistema de inteligĂȘncia artificial.

Desenvolvimento tecnolĂłgico
O marco regulatĂłrio jĂĄ foi aprovado pelo Senado e estĂĄ sendo analisado por uma comissĂŁo especial na CĂąmara dos Deputados (Projeto de Lei 2338/23). A presidente do colegiado, deputada Luisa Canziani (PSD-PR), destacou que o Brasil precisa aproveitar a cooperação com os paĂ­ses do BRICS para investir em desenvolvimento tecnolĂłgico e fortalecer a indĂșstria nacional.

“NĂłs queremos que a legislação que venhamos a aprovar aqui na Casa possa acompanhar os desafios regulatĂłrios que o mundo tem vivenciado e que possa tambĂ©m colocar o Brasil no mapa da inteligĂȘncia artificial. A gente quer, enquanto paĂ­s, desenvolver a inteligĂȘncia artificial e nĂŁo sĂł consumir”, disse a deputada.

A promoção da inovação industrial com destaque para a inteligĂȘncia artificial Ă© um dos focos de debate do Brasil no fĂłrum parlamentar dos paĂ­ses do BRICS.

No entanto, Ă© preciso garantir inicialmente regras para a promoção de valores como transparĂȘncia, equidade e responsabilidade, como ressalta a pesquisadora de direito e tecnologia Paula Guedes. “A inteligĂȘncia artificial pode reforçar, obviamente, os benefĂ­cios e o potencial econĂŽmico que esses paĂ­ses tĂȘm, mas isso tem que acontecer com uma boa regulação. E a boa regulação Ă© aquela que estimula a inovação – mas Ă© uma inovação que seja responsĂĄvel”, disse.

Da RĂĄdio CĂąmara
Edição – Wilson Silveira



Source link