Centro vai integrar dados para combater violĂȘncia contra mulheres


Fortalecer o enfrentamento Ă  violĂȘncia contra a mulher Ă© o objetivo principal do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), lançado nesta quarta-feira (25) pelo MinistĂ©rio da Justiça e Segurança PĂșblica (MJSP), em BrasĂ­lia.

O centro vai reunir dados estratĂ©gicos, conectando diferentes bases de informaçÔes, com foco na prevenção, proteção e responsabilização dos agressores, alĂ©m de apoiar açÔes operacionais para localizar e prender quem comete violĂȘncia contra a mulher.

O investimento no equipamento foi de R$ 28 milhĂ”es. Segundo o ministĂ©rio, o centro enfrenta dois desafios da segurança pĂșblica: a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas.

A estrutura atuarĂĄ como nĂșcleo nacional de inteligĂȘncia, reunindo, analisando e compartilhando informaçÔes estratĂ©gicas para apoiar decisĂ”es e aprimorar polĂ­ticas pĂșblicas.

A criação do CIMS integra o Pacto Nacional Brasil Contra o FeminicĂ­dio, firmado em fevereiro pelos Poderes Executivo, Legislativo e JudiciĂĄrio. Para o ministro da Justiça e Segurança PĂșblica, Welington Lima, o CIMS representa um avanço no uso da tecnologia para enfrentar os crimes contra mulheres.

“Combater o feminicĂ­dio exige transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado, com compromisso dos TrĂȘs Poderes, uso de dados para prevenção e uniĂŁo de esforços institucionais. É urgente romper com a cultura de Ăłdio e reafirmar o cuidado, o respeito e a defesa da vida e da autonomia feminina como prioridade nacional”, enfatizou.

Jå a ministra das Mulheres, Mårcia Lopes, ressaltou que o centro vai qualificar o uso de dados e fortalecer a articulação entre entes federativos e o sistema de justiça. 

“O monitoramento amplia a confiança para denĂșncias e fortalece a responsabilização dos agressores”, afirmou.

O CIMS funcionarå em Brasília integrado a uma rede nacional com 27 salas de situação, distribuídas em todos os estados. Segundo o MJSP, o CIMS desenvolverå um monitoramento contínuo, identificando padrÔes e antecipando riscos.

“A atuação serĂĄ baseada em policiamento orientado pela inteligĂȘncia, com uso de dados de registros de ocorrĂȘncia, monitoramento eletrĂŽnico e denĂșncias feitas por canais como o Ligue 180 e o 190. A integração dessas informaçÔes permitirĂĄ respostas mais rĂĄpidas e eficazes”, disse o ministĂ©rio.

Alerta Mulher Segura

Outra iniciativa que deve começar neste primeiro semestre Ă© o programa Alerta Mulher Segura, voltado para garantir mais segurança Ă s mulheres vĂ­timas de agressĂŁo e violĂȘncia domĂ©stica, com medidas protetivas de urgĂȘncia.

Essas mulheres receberão um relógio de monitoramento capaz de emitir alerta em tempo real, sem precisar de internet, caso o agressor viole a medida protetiva e se aproxime da vítima. O dispositivo, que serå integrado à tornozeleira eletrÎnica do agressor, também acionarå as autoridades de segurança.

Inicialmente, a medida deve atender cerca de cinco mil mulheres. Segundo a Secretaria de Acesso à Justiça do MJSP, serão investidos R$ 25 milhÔes na implantação do programa, que serå executado em parceria com os estados.



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