O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do MinistĂ©rio PĂşblico (CNMP) aprovaram nesta quinta-feira (9) uma resolução conjunta para regulamentar os pagamentos de penduricalhos a juĂzes e membros do MinistĂ©rio PĂşblico.

A regulamentação cumpriu uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no mĂŞs passado, limitou o pagamento dos penduricalhos, que sĂŁo os benefĂcios concedidos a servidores pĂşblicos e que, somados ao salário, nĂŁo cumprem o teto remuneratĂłrio constitucional de R$ 46,3 mil.
Os conselhos deveriam seguir a decisĂŁo da Corte que fixou quais benefĂcios podem ser pagos.
Contudo, o CNJ e o CNMP aprovaram o pagamento de auxĂlio-moradia e gratificação de proteção Ă primeira infância e Ă maternidade.
Pela decisĂŁo do STF, os auxĂlios-moradia, natalidade e creche deveriam ser extintos.
A resolução conjunta também validou as autorizações para pagamento de licença remuneratória para cursos no exterior e de gratificação por encargo de curso ou concurso que foram concedidas até o dia 30 de março, data na qual a ata do julgamento do Supremo foi publicada.
Os dois benefĂcios tambĂ©m deveriam ser cortados apĂłs a decisĂŁo do STF.
Julgamento
No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxĂlios deverĂŁo ser limitados a 35% do valor do salário dos ministros do STF, que tem o teto como referĂŞncia e Ă© equivalente a R$ 46,3 mil.
Dessa forma, juĂzes, promotores e procuradores poderĂŁo ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.
No final de carreira, o salário poderá chegar a R$ 78,8 mil, com o pagamento de auxĂlio por tempo de serviço (ATS), que tambĂ©m foi limitado a 35% do teto.
Restrições
O CNJ informou que o pagamento do auxĂlio-moradia valerá somente para magistrados que estĂŁo em cargos de assessoramento em tribunais e nĂŁo estĂŁo em sua lotação original.
Sobre a gratificação de proteção Ă primeira infância para juĂzes e integrantes do MP, o conselho informou que a medida “promove igualdade material e proteção social Ă s mulheres, que ainda enfrentam desigualdades remuneratĂłrias”.




