Embratur debate uso de Inteligência Artificial para impacto social e futuro do turismo


08/12/2025 – O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e o diretor de Gestão e Inovação da Agência, Roberto Gevaerd, receberam 25 estudantes de programação que apresentaram projetos que fazem uso de inteligência artificial (IA) para gerar impacto sistêmico e trabalhar com desafios coletivos da sociedade. O grupo faz parte do movimento Devs de Impacto, iniciativa da Apply Brasil, que é um hub de comunicação estratégica, e do iMasters, que é um hub de desenvolvedores, com produção da NewHack.

O Devs de Impacto foi pensado como um movimento nacional que promove o uso de IA para desenvolver soluções que possibilitem, por exemplo, que a população acompanhe e se engaje politicamente. A ação é realizada por meio de maratonas de programação presenciais e online, também conhecida como hackathons.

Os presentes apresentaram cinco projetos. Um deles, o LegislAI, usa a IA para converter termos jurídicos e legislativos em linguagem acessível para a população. Outro, o Coral, usa Inteligência Artificial e carteiras eletrônicas para apoiar causas e acompanhar a atuação do poder público de forma inviolável. Já o VigiaPix propõe uma plataforma de IA para rastrear e dar transparência às Emendas Pix, integrando dados do Portal da Transparência, TransfereGov e SEI, permitindo a fiscalização em tempo real.

O projeto LegisClara simplifica legislações e colhe o depoimento da população para enviá-los para os parlamentares. E o SimplificaGov reúne a tradução de textos legislativos, a geração de áudios explicativos por Whatsapp e a normalização de dados de múltiplas bases governamentais. O presidente da Embratur lembrou, após as apresentações, que o investimento em inteligência, inovação e tecnologia é um dos pilares da Embratur.

Além de fazer uma breve avaliação do potencial dos projetos para o Congresso Nacional, STF e setores da sociedade, Freixo destacou a importância do turismo como gerador de emprego, desenvolvimento e renda e como uma porta importante para o primeiro emprego. “Hoje, dificilmente, você vai até o banco, ou a uma farmácia. Então, cada vez mais a inovação faz você ir a menos lugares. Você encontra cada vez menos gente. Mas o turismo não. No turismo, você usa a inovação para ir aos lugares. Não substitui a viagem”, refletiu.

“Para ser incrível, você tem que ir. A inovação vai te ajudar a comprar uma passagem mais barata, saber sobre o lugar, escolher a pousada, mas você vai ao lugar. A inovação te leva lá. Então, como que a gente pode melhorar esse fluxo de pessoas conhecendo destinos através da inovação? A gente pode pensar junto um monte de coisa, né? Eu acho que vocês podiam entrar com a gente nessa”, incentivou Freixo, dirigindo-se aos estudantes.

Já o diretor de Gestão e Inovação da Agência, Roberto Gevaerd, lembrou que a atual gestão sistematizou a Embratur e automatizou uma série de processos em um trabalho que segue sendo aprimorado. Gevaerd provocou os estudantes a pensarem sobre soluções para empresas de turismo do ponto de vista da inovação. “O turismo é um espaço que a gente precisa investir. Tem espaço, inclusive, para retorno econômico para a área de tecnologia”, disse.

“A gente precisa investir em uso de tecnologias para o setor, que é majoritariamente de pequenas empresas. Então, a margem de lucro é pequena e o que a gente puder facilitar para o negócio funcionar melhor, a gente tem bastante espaço. Faço esse convite, deixo essa semente para pensarmos alguma coisa conjuntamente”, propôs.

Diretora de projetos da Apply Brasil, Caroline Rego, explicou que o trabalho dos estudantes foi feito todo de forma online, e que o trabalho agora é mostrar para as equipes o potencial de cada um dos projetos. “Eles ouvirem que o projeto deles pode fazer a diferença, ouvirem contribuições, o que pode ser melhorado, onde pode ser aplicado, sugestões de de outras frentes que podem ser implementadas, é extremamente rico para o desenvolvimento deles e do projeto como um todo. E isso também nos abre frentes, como vimos na Embratur. A gente pode começar a pensar em Hackathons, em desafios relacionados ao turismo”, afirmou.



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