O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais realizem reprogramações financeiras para acelerar para o pagamento de penduricalhos.

Mendes reiterou decisĆ£o proferida, na Ćŗltima terƧa-feira (24), para proibir o pagamento dos benefĆcios, concedidos aos servidores dos dois órgĆ£os e que, somados ao salĆ”rio, nĆ£o cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.
āEstĆ” vedada a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusĆ£o de novas parcelas ou de beneficiĆ”rios nĆ£o contemplados no planejamento originalā, decidiu.
A decisão foi tomada após o Supremo adiar para 25 de março a votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos.
Segundo Mendes, somente podem ser pagos os valores retroativos que jĆ” estĆ£o programados e que foram reconhecidos legalmente.Ā
O ministro também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prestem, em 48 horas, esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.
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