
Neste 6 de agosto, a cidade de Hiroshima, no Japão, lembra os horrores do ataque com uma bomba nuclear realizados pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, há 81 anos.
Em mensagem, o secretário-geral da ONU prestou tributo aos hibakusha, a palavra japonesa, para sobreviventes, cujo número diminui a cada ano que passa.
Mundo tem US$ 2,9 trilhões de gastos militares
António Guterres perguntou se o mundo realmente aprendeu as lições deixadas por Hiroshima e se a humanidade escolherá um futuro de paz ou continuará vivendo sob a sombra da aniquilação nuclear.
Hibakusha, sobreviventes em 2018
O líder da ONU ressalta que a tendência de redução dos arsenais nucleares, observada ao longo de décadas, está se invertendo. E que a norma global contra testes nucleares está sob ameaça.
Os gastos militares mundiais, por exemplo, saltaram para US$ 2,9 trilhões em 2025. E segundo Guterres, as ameaças nucleares estão sendo feitas novamente em nome do poder e da coerção.
Promessa alcançável
Para as Nações Unidas, a paz não se garante pela força ou pelo tamanho de um arsenal atômico, mas sim pela confiança, por meio de diálogo e diplomacia.
António Guterres destaca que a ONU foi criada para livrar o mundo do flagelo da guerra e que a primeira resolução da Assembleia Geral visava exatamente a eliminação das armas nucleares.
Uma promessa, que segundo ele, ainda não foi cumprida, mas que ainda é alcançável.




