Mendonça autoriza transferĂȘncia de Vorcaro para sala especial na PF


O ministro AndrĂ© Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (22) que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vai permanecer preso na SuperintendĂȘncia da PolĂ­cia Federal em BrasĂ­lia.

Contudo, Vorcaro deverå ser levado de volta para a sala de estado-maior em que estava antes de ser transferido para uma cela comum. 

Desde março deste ano, o banqueiro estava detido na superintendĂȘncia da corporação em BrasĂ­lia, na mesma sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a prisĂŁo domiciliar.

No local, Vorcaro tinha liberdade para receber advogados responsĂĄveis pela proposta de acordo de delação que foi entregue Ă  PF e Ă  Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) no inĂ­cio deste mĂȘs. 

Com a rejeição da proposta, o banqueiro retornou Ă  carceragem da corporação, local destinado a presos que aguardam transferĂȘncia para um presĂ­dio.

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Diante da situação, a defesa solicitou a transferĂȘncia para a Papudinha, local que estĂĄ em melhores condiçÔes e abriga condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.  Apesar da solicitação, Mendonça negou o pedido da defesa e disse que Vorcaro tem que ficar na sala especial. 

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de BrasĂ­lia (BRB), banco pĂșblico ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Delação

Ao determinar que Vorcaro deve ficar em uma cela especial na superintendĂȘncia, Mendonça levou em conta parecer da Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR), ĂłrgĂŁo que ainda negocia um acordo de delação com o banqueiro apĂłs a PF rejeitar a proposta.

Segundo a procuradoria, Vorcaro nĂŁo pode continuar em uma cela comum e sua permanĂȘncia no local envolve riscos de exposição midiĂĄtica e de vulnerabilidade. 

“Considerando a informação de que o alojamento se situa no mesmo complexo de custĂłdia, tratando-se de acomodaçÔes contĂ­guas, tambĂ©m nĂŁo se verifica, ao menos nesta anĂĄlise, prejuĂ­zo operacional concreto e insuperĂĄvel Ă  PolĂ­cia Federal para a manutenção do requerente no local atĂ© entĂŁo ocupado”, justificou o ministro.

Matéria ampliada às 17h08



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