O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou, neste sĂĄbado (14), a transferĂȘncia de Domingos BrazĂŁo e de Rivaldo Barbosa para cumprirem pena no PresĂdio Pedrolino Werling de Oliveira (Seappo) no complexo penitenciĂĄrio de GericinĂł, no Rio de Janeiro (RJ).

Ambos estĂŁo entre os condenados pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018.Â
Os dois condenados estĂŁo, atualmente, em presĂdios federais fora do Rio de Janeiro.
Rivaldo Barbosa, condenado a 18 anos pelos crimes de obstrução Ă Justiça e corrupção passiva, foi para a penitenciĂĄria federal de MossorĂł (RN). Enquanto que Domingos BrazĂŁo, condenado a 76 anos e trĂȘs meses de reclusĂŁo por organização criminosa armada, dois homicĂdios qualificados e um homicĂdio qualificado tentado, cumpre pena em Porto Velho (RR). Â
Segundo a decisĂŁo de Moraes, ambos foram para presĂdios federais porque âintegravam o topo de uma estrutura extremamente violentaâ e havia risco de interferĂȘncia e atuação criminosa.Â
O ministro do STF explica, no documento, que o cenĂĄrio se modificou. NĂŁo haveria, entĂŁo, demonstração concreta de risco atual Ă segurança pĂșblica ou âĂ integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinĂĄrioâ.
âIsso porque as razĂ”es que embasavam a custĂłdia preventiva, notadamente a necessidade de estancar a atuação da organização criminosa, preservar a colheita probatĂłria e impedir interferĂȘncias externas, perderam sua força, uma vez encerrada a fase instrutĂłria e estabilizadas as provasâ.Â
Penas
No mĂȘs passado, a Primeira Turma do STF definiu as penas dos condenados pela participação no crime.Â
Domingos BrazĂŁo, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho BrazĂŁo, ex-deputado federal, foram condenados a 76 anos e trĂȘs meses de prisĂŁo pelos crimes de organização criminosa, duplo homicĂdio e tentativa de homicĂdio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao atentado.Â
Eles estĂŁo presos preventivamente hĂĄ dois anos.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da PolĂcia Civil do Rio de Janeiro, recebeu pena de 18 anos de prisĂŁo pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção. Apesar de ter sido denunciado pelos homicĂdios de Marielle e Anderson, Barbosa foi absolvido dessa acusação.
Ronald Alves de Paula, major da Policia Militar, recebeu pena de 56 anos de prisĂŁo. Robson Calixto, ex-policial militar, foi condenado a 9 anos.Â
Os acusados tambĂ©m devem perder os cargos pĂșblicos apĂłs o trĂąnsito em julgado da condenação (fim da possibilidade de recursos).




