O municĂpio do Rio de Janeiro deverá criar 20 novas unidades do Centro de ReferĂŞncia Especializado de AssistĂŞncia Social (Creas), segundo decisĂŁo judicial obtida pela Defensoria PĂşblica do Estado junto Ă Vara de Execuções de Medidas Socioeducativas do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), na Ăşltima quarta-feira (15). A Secretaria Municipal de AssistĂŞncia Social informou que a Procuradoria do MunicĂpio do Rio foi intimada nesta quinta-feira (23) e analisa a decisĂŁo.

Além da ampliação dos Creas, a decisão inclui a criação de estruturas de gestão. Segundo a defensoria, a decisão obriga a prefeitura a instituir a Coordenação do Sistema Municipal de Atendimento Socioeducativo e a Comissão Municipal Intersetorial do Sistema Socioeducativo. “Esse último tem por finalidade promover a articulação, integração e pactuação dos órgãos e entidades envolvidos na execução do atendimento socioeducativo em meio aberto, assim como a elaboração e o planejamento de ações estratégicas destinadas ao atendimento de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas”, diz a defensoria.
Pela decisĂŁo, a prefeitura tambĂ©m terá que adequar as instalações fĂsicas dos Creas conforme os padrões do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, aprimorando a infraestrutura existente.
“Essa decisĂŁo Ă© importante porque vai ampliar e aprimorar a rede de atendimento socioassistencial e qualificar o acompanhamento dos adolescentes e dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto no municĂpio do Rio de Janeiro, permitindo que eles escrevam uma nova histĂłria de vida”, afirmou a defensora pĂşblica Paula Formoso, subcoordenadora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
De acordo com a defensoria, o processo foi motivado pelo descumprimento de metas estipuladas no Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo, aprovado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Entre as principais falhas identificadas estĂŁo a falta de integração entre polĂticas pĂşblicas, estruturas inadequadas nos Creas e nĂşmero insuficiente de unidades para atender Ă demanda crescente.




