
Relatores independentes* do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários da ONU lançaram um apelo ao Governo do Chile para manter e ampliar as polÃticas públicas iniciadas com o Plano Nacional de Busca, Verdade e Justiça.Â
O programa lançado em 2023 tem como objetivo esclarecer as circunstâncias de desaparecimentos e mortes ocorridos durante a ditadura militar.
Plano Nacional de Busca
O regime ditatorial no Chile começou em 1973, após o golpe de Estado que depôs o presidente Salvador Allende.Â
Mais de 50 anos depois, a Anistia Internacional estima que cerca de 1.500 pessoas seguem desaparecidas. Para os relatores, a continuidade da polÃtica pública é essencial na garantia de respostas à s famÃlias e preservação da memória.
Peritos independentes defendem que polÃticas públicas na procura de informações sejam fortalecidas com base legal sólida
O Plano Nacional de Busca prevê o acesso à informação, a criação de mecanismos que impeçam retrocessos e a participação de familiares e da sociedade nos processos de investigação.Â
Os especialistas da ONU destacam que a iniciativa deve contar com um marco legal sólido, capaz de oferecer maior segurança jurÃdica e assegurar sua implementação ao longo do tempo.
Fortalecimento de polÃticas públicas
Os relatores elogiaram ao governo chileno pela cooperação e ressaltaram os avanços já alcançados, como a formação de equipes especializadas em direitos humanos e o progresso na digitalização de arquivos.Â
Entre as recomendações, estão a retenção de profissionais experientes e a garantia de orçamento adequado para sustentar as ações.
O parecer técnico que avaliou de perto a execução do Plano foi submetido ao governo do Chile e servirá como referência para fortalecer polÃticas de memória, verdade e justiça no paÃs.
*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.




