O plenÔrio do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (10) pelo afastamento cautelar do ministro Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos de idade, acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos. 

āO afastamento Ć© cautelar, temporĆ”rio e excepcionalā, informou o STJ em nota.Ā
āNeste perĆodo, o ministro ficarĆ” impedido de utilizar seu local de trabalho, veĆculo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercĆcio da funçãoā, esclarece o tribunal.Ā
Buzzi Ć© investigado por sindicĆ¢ncia aberta pelo STJ para apurar o caso. A investigação tem como relatores trĆŖs ministros homens: Antonio Carlos Ferreira, Francisco FalcĆ£o e Raul AraĆŗjo, escolhidos por sorteio. Foi no Ć¢mbito desse processo que o ministro foi afastado de suas funƧƵes.Ā
O plenĆ”rio estabeleceu o prazo de 10 de marƧo para a conclusĆ£o da sindicĆ¢ncia, que pode resultar em penalidades como suspensĆ£o ou aposentadoria compulsória.Ā
O afastamento cautelar foi decidido depois de o próprio ministro ter pedido licenƧa de 90 dias por motivos mĆ©dicos. Ele apresentou um atestado assinado por uma psiquiatra. Buzzi tambĆ©m enviou uma mensagem a seus colegas em que defende sua inocĆŖncia.Ā
Segundo informado pelo STJ, a decisĆ£o foi tomada por unanimidade pelos 27 dos 33 ministros que participaram da sessĆ£o extraordinĆ”ria na manhĆ£ desta terƧa-feira. A votação, contudo, foi secreta, realizada a portas fechadas.Ā
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DenĆŗncias
Na segunda-feira (9), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o recebimento de uma segunda denúncia de importunação sexual contra Buzzi.
A primeira, recebida na semana passada, Ć© de uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, que o acusa de tentar agarrĆ”-la durante um banho de mar.
O episódio teria ocorrido no mĆŖs passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam fĆ©rias em BalneĆ”rio CamboriĆŗ, litoral de Santa Catarina. A mulher prestou depoimento Ć PolĆcia Civil e ao CNJ.Ā
Uma investigação criminal tambĆ©m foi aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Buzzi tem prerrogativa de foro em razĆ£o do cargo. O caso Ć© relatado pelo ministro Nunes Marques.Ā




