O Tribunal de Contas do Estado de SĂŁo Paulo (TCESP) determinou a suspensĂŁo imediata dos processos seletivos abertos pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para contratar monitores do Programa Escola CĂvico-Militar.

A decisĂŁo desta quarta-feira (3) foi unânime e resultado de uma representação de um coletivo formado por deputados e vereadores que apontam possĂveis impropriedades no Edital nÂş 2/2025, lançado pela secretaria.
Segundo o relator da decisĂŁo, Renato Martins Costa, a suspensĂŁo foi determinada devido Ă preocupação de que as contratações previstas poderiam ser permanentes, contrariando o princĂpio da temporariedade exigido pela Constituição Federal. AlĂ©m disso, o TCE apontou a necessidade de comprovação da compatibilidade das despesas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Entre os principais pontos questionados estão a ausência de previsão orçamentária, a contratação temporária sem justificativa de excepcionalidade, a não realização de concurso público e a criação de cargos comissionados”, diz o TCESP em nota.
De acordo com as informações do TCESP, a Secretaria de Educação deverá interromper imediatamente todos os processos seletivos em andamento, além de não publicar novos editais, realizar chamamentos ou iniciar atividades do programa até nova deliberação do tribunal.
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A decisĂŁo nĂŁo extingue o Programa Escola CĂvico-Militar em SĂŁo Paulo, mas paralisa, temporariamente, sua implantação no estado atĂ© que os questionamentos sejam elucidados junto Ă corte.
Segundo o relator, não cabe ao tribunal julgar a constitucionalidade da lei que instituiu o programa, matéria que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). A atuação do TCE se restringe ao controle da legalidade administrativa, orçamentária e financeira dos atos do Poder Executivo.
O Tribunal de Contas determinou também que a Secretaria da Educação encaminhe informações detalhadas sobre os editais publicados, a fase em que se encontram e os valores de gastos já previstos ou realizados. Os responsáveis legais terão prazo de dez dias úteis para apresentar justificativas.
Procurado, o governo estadual disse que ainda nĂŁo foi notificado da decisĂŁo.




